quinta-feira, 4 de junho de 2009

minha janela

e o outono insiste
cheira fumaça
espalha sujeira
bate janelas
derruba quadros
congela o que poderia ser vento fresco
e doce inverno
seguro minha saia
no meio desse vendaval
retiro o cabelo do rosto
a desfolhação
só um anúncio de mudança
interna e minha
as flores e cores
mantenho-as intactas
sempre que abro a janela
tem sol
nenhuma nuvem
nenhum cinza

2 comentários:

Mariana disse...

Jaque, querida!
Suas poesias trazem leveza e alento para a nossa alma... o vento forte pode varrer o velho e provocar boas mudanças para a nossa vida. Beijos, Mari

lima disse...

Da janela da alma contemplamos o que está em nosso coração...
Com carinho,
Lima